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sábado, 12 de setembro de 2009

Novo software de compactação WinRAR 3.9 ganha velocidade

Uma nova versão de um dos mais populares aplicativos de compactação e criptografia está disponível em português. Segundo o desenvolvedor, o WinRAR 3.9 é mais veloz na compressão de arquivos em comparação com as versões anteriores, pois permite melhor aproveitamento da capacidade de processadores com mais de um núcleo.


Disponível em versões de 32 e 64 bits, o utilitário suporta os formatos mais populares de arquivos compactados (RAR, ZIP, CAB, ARJ, LZH, ACE, TAR, GZip, UUE, ISO, BZIP2, Z e 7-Zip) e é capaz de reconhecer e selecionar automaticamente o melhor método de compressão. Para proteção, utiliza chave de 128 bits e assinatura autenticada, oferecendo segurança no envio de dados confidenciais.
Há também a facilidade para dividir grandes arquivos, melhorando o transporte (para casos de envio por e-mail onde o administrador limita o tamanho dos anexos). Outra novidade é o conteúdo do menu, que pode ser acessado pelo Windows Explorer.
Embora costume ser baixado indistintamente de sites de P2P, o WinRAR não é um software livre. Sua licença custa 58 reais e pode ser adquirida, por download, da Siliconaction distribuidor oficial do utilitário para a América Latina.

Quem quiser baixar uma versão trial do aplicativo pode fazê-lo a partir do site do desenrolvedor (www.win-rar.com). Esta versão tem todas as funcionalidades ativadas por 40 dias. Depois deste prazo, o software pode continuar em uso, mas com restrições, como a possibilidade de criar arquivos executáveis que são descompactados sem a a ajuda do WinRAR.
O programa é compatível com todas as versões do Windows e, na versão não gráfica (comandos de linha) é compatível com Linux, DOS, OS/2, FreeBSD e MAC OS X.

Aplicações móveis em nuvem somam 1 bilhão de usuários até 2014

A consultoria ABI Research prevê que o número de usuários de computação em nuvens (cloud computing) em ambientes móveis crescerá em ritmo acelerado nos próximos 5 anos. O número de 42,8 milhões de assinantes em 2008 (1,1% de todos os usuários de telefonia celular) deve saltar para 998 milhões em 2014 (19%).
De acordo com Mark Beccue, analista sênior da ABI, a tendência indica que as aplicações móveis baseadas em cloud computing devem desbancar o atual formato consagrado pelas lojas online de aplicativos das fabricantes de celulares e smartphones.

Beccue afirma ainda que, até o ano que vem, o maior aumento será no total de assinantes móveis que utilizam softwares relacionadas à localização, como aplicativos de navegação e mapas. De acordo com o especialista, 60% dos usuários de serviços móveis baseados em cloud computing terão esse enfoque.
No entanto, outros aplicativos devem começar a ganhar espaço a partir de 2011, como suítes de produtividade para negócios, aplicativos de gerenciamento de vendas, softwares que controlam automação de ambientes físicos - de escritórios ou residências - e ferramentas de colaboração.

A ABI prevê, ainda, que 2010 será o ano em que os maiores fornecedores de plataforma como serviço, caso das norte-americanas Google, Amazon AWS e Force.com, tornarão mais agressivas as campanhas de marketing a favor de seus serviços móveis.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Opera 10 Turbo é lançado em batalha contra Google e Apple

A norueguesa Opera Software lançou nesta terça-feira uma nova versão do seu navegador, o Opera 10, prometendo downloads mais rápidos. A Opera disputa a posição de terceira maior produtora de browsers com o Chrome, do Google, e o Safari, da Apple, mas está muito atrás da Microsoft e da Mozilla Foundation.

A fabricante informou que o novo navegador é significativamente mais rápido em páginas com muito recursos, como o Facebook. A Opera afirmou que a função Turbo para conexões lentas, que empacota páginas da web, torna o navegador até oito vezes mais rápido que os concorrentes em velocidades de acesso mais lento à web.

"Nós trabalhamos muito na tecnologia Opera Turbo e também fizemos importantes melhorias na estabilidade geral do produto. Este é o navegador Opera mais estável até agora", informou a companhia.

As produtoras de software normalmente lançam várias versões sucessivas de teste dos seus navegadores para que possam incorporar a reação do usuário em uma série de melhorias antes do lançamento final. A Microsoft apresentou seu último navegador IE8 em março, após um ano de testes com o público. A Opera lançou uma versão teste do navegador em 3 de junho.

O Internet Explorer, da Microsoft, é usado em cerca de 60% do tráfego global na internet, enquanto o Firefox, da Mozilla, responde por quase 30%. O uso do Opera, do Google Chrome e da Apple gira em torno de 3% cada, segundo a empresa de pesquisa StatCounter.

A Opera tem uma participação menor no mercado global de navegadores de desktops, mas seu produto é o mais popular em países como a Rússia ou Ucrânia. Além disso, o navegador móvel da companhia é o mais amplamente adotado em celulares.

O Opera 10 pode ser baixado a partir do endereço www.opera.com/browser/download/

Internet chega aos 40 anos com ameaças a seu crescimento

Poucos prestavam atenção, em 2 de setembro de 1969, quando cerca de 20 pessoas se reuniram no laboratório de Kleinrock, na Universidade da Califórnia (EUA), para assistir dois computadores passando volumosos dados de teste sem sentido por meio de um cabo cinza, cujo comprimento era de mais ou menos 15 metros.

Vídeos divertidos não estavam na mente de Len Kleinrock e sua equipe da Universidade da Califórnia, quando começaram os testes daquilo que, em 40 anos, se tornaria a internet. Tampouco as redes sociais eram pensadas, ou a maioria de outros aplicativos cujo uso fácil atrai mais de um bilhão de pessoas on-line.

Em outro viés, os pesquisadores procuraram criar uma rede aberta para a troca livre de informações --uma abertura que, em última instância, estimulou a inovação que mais tarde iria criar sites como YouTube, Facebook e a própria World Wide Web.

Há ainda muito espaço para inovação atualmente --mesmo que a noção de "abertura" esteja ruindo. Embora a internet esteja disponível de forma mais ampla e rápida do que nunca, as barreiras artificiais ameaçam a continuidade do seu crescimento. Em outras palavras, uma crise de meia-idade.

Muitos fatores são culpados. Spam e ataques de piratas virtuais forçam os operadores de rede para erguer barreiras de segurança. Regimes autoritários bloqueiam o acesso a muitos sites e serviços dentro de suas fronteiras.

"Há mais liberdade ao usuário típico de internet para jogar, para se comunicar, fazer compras --mais oportunidades do que nunca", afirma Jonathan Zittrain, professor de direito e cofundador da Harvard's Berkman Center for Internet & Society. "Por outro lado, que é preocupante, existem algumas tendências de longo prazo que estão fazendo com que seja muito mais possível o controle [da informação]".



Retrospecto

A década de 1970 trouxe comunicações por e-mail e os protocolos TCP/IP --inovações que permitiram a conexão de várias redes e que, por sua vez, formaram a internet. Os anos 1980 deram origem a um sistema de endereçamento com sufixos como ".com" e ".org", aos endereços de rede, cujo uso é amplamente difundido atualmente.

A internet não se tornou uma palavra corriqueira até os anos 1990. Porém, depois que um físico britânico Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web (subconjunto da internet que facilita a ligação de recursos por meio de posições diferentes). Enquanto isso, prestadores de serviços como o America Online colocaram milhões de pessoas conectadas, pela primeira vez.

A obscuridade ajudou com que a internet florescesse livre de restrições regulamentares e comerciais, que podem desestimular ou mesmo proibir experimentação.
"Durante a maior parte da história da internet, ninguém tinha ouvido falar dela", disse Zittrain. "Isso deu tempo para que ela se provasse funcional e criasse raízes."

Até mesmo o fluxo livre de pornografia levou a inovações na rede, como os pagamentos de cartão de crédito, o vídeo on-line e outras tecnologias, hoje bastante difundidas no uso geral.
"Ao permitir o acesso ilimitado, mil flores florescem", diz Kleinrock, o inventor da rede em 1969, que é professor da Universidade da Califórnia desde 1963. "Uma coisa que você pode prever sobre a internet é que você vai se surpreender com aplicativos que não esperava."

Esse idealismo, entretanto, está se dissolvendo.

A disputa entre Google e Apple mostra algumas dessas barreiras. A Apple, com seu iPhone, restringe os softwares que podem ser colocados no smartphone. Recentemente, a empresa de Steve Jobs bloqueou o aplicativo para o Google Voice, dizendo que ele é muito pesado para o iPhone. Céticos, contudo, sugerem que se trata de um movimento do Google para competir no serviço de celulares inteligentes.

Entre desktops, o governo dos EUA trabalha com o conceito de "neutralidade na internet". Na prática, significa que um provedor de serviços pode não trafegar certas formas de dados como outros.

Mesmo que os prestadores de serviços não interfiram ativamente com o tráfego, podem desencorajar o uso dos consumidores irrestrito da internet com limites no uso de dados mensais. Alguns provedores de acesso estão testando limites drasticamente mais baixos ---que poderiam significar um custo adicional para assistir a um filme on-line de qualidade.

"Você está menos propenso a experimentar as coisas", diz Vint Cerf, um dos fundadores da Internet. "Porque ninguém quer uma fatura surpreendente no final do mês."

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Portugal terá 1ª conexão de 1 Gigabit por segundo da Europa

A operadora Zon anunciou que Portugal será o primeiro país na Europa com internet de 200 Mbps e 1 Gbps. Assim que os testes forem concluídos, os portugueses terão as duas novas velocidades de acesso à rede disponíveis nas residências. O lançamento está previsto para setembro, segundo a versão online do diário Jornal de Negócios.
A empresa divulgou um comunicado em que afirma que os novos produtos colocam Portugal na lista de países mais avançados do mundo em termos de acesso à internet. Até a chegada do lançamento ao mercado, a Cabovisão é a empresa que oferece a maior velocidade, de 120 Mbps.
As novas velocidades serão comercializadas sob a marca Zon Fibra, em zonas pré-selecionadas ainda não divulgadas pela operadora.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Próxima versão do Office para Mac virá com Outlook

A Microsoft vai, finalmente, levar o cliente de correio eletrônico Outlook para a plataforma Mac na próxima versão do Office, prevista para lançamento no final de 2010. Até então, usuários dos computadores da Apple precisavam usar o Entourage, um aplicativo similar da Microsoft para organizar seus e-mails, agenda e calendário.
O Outlook para Mac deve ampliar os recursos de integração com a plataforma Exchange, que gerencia e-mails, contatos, agenda e calendários de usuários corporativos. O programa, de acordo com a unidade de negócios Mac da Microsoft, será feito a partir do zero, com um novo sistema de banco de dados e recursos de acesso limitado a determinadas informações no programa.
Enquanto o Office 2010 não sai, a Microsoft anunciou hoje uma nova versão do Office 2008 para Mac, chamada "Business Edition", com novos recursos que já devem aumentar a integração com Exchange ("Entourage 2008 Web Services Edition") e o Document Connection for Mac, um programa que ajuda a compartilhar informações nas plataformas SharePoint e Office Live Workspace da Microsoft.
Essa versão corporativa será vendida nos Estados Unidos a partir de setembro por US$ 399,95 e complementa as versões Home e Student, já existentes.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Brasil finca bandeira no Twitter

Brasil finca bandeira no Twitter

Este é o espírito do Twitter, no qual o Brasil se tornou líder mundial (proporcional ao número de internautas em cada país) desde o mês passado, totalizando 15 milhões de usuários. É também dos brasileiros a liderança no tempo médio gasto no site, com 36 minutos de navegação sete vezes por semana. Em segundo lugar aparecem os norte-americanos com 31 minutos, seguidos pelos britânicos, com 25. Mas, que mania é essa? Como está mexendo com a vida dos brasileiros? Como pode ajudar na hora de encontrar emprego? O uso indevido do Twitter pode prejudicar a carreira de alguém? Estará a segurança das pessoas ameaçadas pela ferramenta? Como se comportar nessa nova rede?

O Twitter é uma rede social em formato de microblog. Traduzindo: o usuário publica os comentários que quiser, inclusive de natureza pessoal, que podem ser lidos por seus seguidores. Mas, cada mensagem só pode ter 140 caracteres, incluindo o endereço de algum link na Internet que queira divulgar. No microblog não podem ser postadas fotos e vídeos diretamente, como no Orkut, Facebook e outras redes sociais, contudo, o usuário pode postar links para suas fotos armazenadas em outros serviços, como o Flickr.

O tamanho reduzido das mensagens facilita a leitura e a maioria dos usuários tem como meta multiplicar seus seguidores, o que indica seu grau de visibilidade e até favorece negócios.
Daí a explicação para as centenas de empresas brasileiras que todos os dias abrem seus espaços no Twitter. Por meio da ferramenta, mandam mensagens a consumidores e outros públicos com os quais querem se comunicar.

Cuidado que se justifica pela grande migração de brasileiros para o Twitter na hora de pesquisarem sobre produtos e serviços. “O microblog é o que mais cresceu no Brasil desde janeiro quando o assunto é opinião do consumidor”, destacou o CEO da E.Life, Alessandro Barbosa Lima. A empresa monitora e analisa dados na Web, inclusive é contratada por grandes marcas para acompanhar o que é falado sobre elas nas redes sociais.

Hoje, cerca de 40 empresas mantêm contratos com a E.Life para acompanhamento de comentários por parte dos consumidores, funcionários e até da concorrência nas redes sociais.

“Esse boca-a-boca virtual é cada vez mais importante e não pode ser desprezado pelas companhias”, assinala Lima. Por meio do que é dito, podem agir mais depressa tanto na melhoria dos serviços e produtos quanto no aprimoramento de sua comunicação com clientes. O setor de Serviço de Apoio ao Consumidor responde por cerca de 60% dos serviços demandados ao E.Life, seguido pelos setores de Vendas, Marketing e Comunicação e de Recursos Humanos.

A preocupação das empresas em relação à imagem em redes sociais, em especial o Twitter, se justifica pelo peso das opiniões postadas nestes sites. A Pesquisa de Consumidor da Nielsen Online, divulgada na semana passada, aponta que nove entre cada dez consumidores de todo o mundo (90%) confiam nas sugestões de pessoas conhecidas e 70% na opinião de consumidores expressa em meio on line.

No caso do setor de Recursos Humanos, a principal preocupação, seja via serviços da E.Life ou empresas similares, é com relação ao comportamento dos seus funcionários no mundo virtual, com ênfase em comentários que possam fazer sobre a corporação onde trabalham, à sua chefia imediata e aos colegas.
“Como é uma ferramenta nova, muitos profissionais ainda assumem postura ingênua e não têm percepção da visibilidade que alcançam em um site como o Twitter”, alerta a psicóloga e coordenadora da área de Gestão de Carreiras da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) e da Faculdade Módulo, Janete Teixeira Dias. “Falar mal da empresa em que trabalha ou do chefe num site desses é pedir para ser demitido”, afirma.

A especialista lembra que mesmo quem quer trocar de emprego deve buscar uma forma mais civilizada de romper com o contrato de trabalho, afinal, “o dia de amanhã é uma incógnita para qualquer profissional.”