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domingo, 9 de maio de 2010

Egito lança primeiro domínio na internet em árabe

Egito lança primeiro domínio na internet em árabe, diz o ministro das comunicações do Egito, que anunciou nesta quinta-feira o lançamento do primeiro domínio na internet utilizando caracteres árabes, buscando aumentar os serviços on-line e o número de usuários na mais populosa nação árabe.

"Lançar domínios em árabe é um marco na história da internet", afirmou o ministro Tarek Kamel, em nota.

"Este grande passo abrirá novos horizontes para serviços online no Egito. Isso aumentará o número de usuários no país e permitirá que os serviços via internet cheguem a novos segmentos de mercado por meio da eliminação de barreiras linguísticas."

O domínio.misr --que significa Egito, em árabe, e que será escrito em caracteres locais-- será registrado nos provedores de Internet TE Data, Vodafone Data e Link Registrar, segundo comunicado.
Analistas dizem que o conteúdo árabe responde por apenas 1% do total disponível na web.

Internet passa a ter endereços em outros alfabetos

A internet passou a aceitar nesta quinta-feira endereços totalmente compostos por caracteres de alfabetos não-latinos, de acordo com uma decisão "histórica" da agência que regulamenta a rede mundial de computadores, a Icann (Corporação da Internet para atribuição de Nomes e Números, na sigla em inglês).
Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são alguns dos primeiros países a anunciar os chamados "códigos do país" no alfabeto arábico.
A mudança técnica implementada pela Icann também permitirá o uso de caracteres tailandês, chinês e tâmil. Mais de 20 países requisitaram aprovação de domínios nacionais à Icann.
Os domínios estariam "disponíveis para uso imediato", mas a organização admite que ainda deve levar algum tempo até que todos os alfabetos funcionem corretamente, embora isso tenha sido classificado como "formalidades".

A mudança foi classificada como "histórica" pelo presidente da Icann, Rod Beckstrom. A instituição trabalha há anos para implementar essa mudança. Anteriormente, os endereços de websites podiam utilizar alguns caracteres não-latinos, mas os códigos de países, como ".eg" para o Egito, tinham que ser escritos com caracteres latinos.
"Todos os domínios arábicos vão permitir a escrita completa dos nomes da direita para a esquerda", afirmou Kim Davies, também da Icann, em um blog.
Um dos primeiros sites a adotar o endereço completo em arábico foi o do ministério das Comunicações do Egito.
No entanto, países como China e Tailândia já tinham implementado mecanismos para driblar a dificuldade, permitindo que tudo fosse escrito no alfabeto local. Mas as soluções não eram aprovadas internacionalmente nem funcionavam em todos os computadores.
A Icann alertou nesta quinta-feira que os nomes de domínio internacionalizados (IDN, na sigla em inglês) tampouco devem funcionar em todos os computadores. Para isso, é preciso que o usuário tenha instalados os alfabetos em seu computador.

Com HTML5, Microsoft lança versão prévia do Internet Explorer 9

A Microsoft lançou a primeira atualização para a versão prévia do Internet Explorer. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira (6).

A nova versão traz algumas melhorias na velocidade, mais modelos de suporte e mais aceleração do browser, que é arquitetado a partir do padrão HTML5 (responsável pela organização e formatação das páginas de internet).

Para baixar o TestDrive, é preciso ter Windows Vista ou 7.
Ainda de acordo com o site, a principal melhoria do navegador --e ponto nevrálgico das versões anteriores-- é a velocidade, cuja medição é parelha com os navegadores mais velozes do mercado.

O IE9 é mais rápido, reproduz as páginas de acordo com os padrões, suporta HTML5 e vai ajudar a mover a internet adiante.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cuidado nas compras on-line

Fazer compras na internet pode ser muito cômodo. Você não precisa se exercitar com carrinhos entre corredores ou enfrentar as longas filas para pagar a conta. Mas nem só de regalias vive o consumidor que aposta na rede. Que o diga quem já sofreu com os chamados calotes virtuais e recebeu gato por lebre depois de digitar os números do cartão de crédito. Foi o caso do estudante de arquitetura Leopoldo Mendes que pediu um mouse pad de uma cor e a empresa fabricante mandou de outra. “Reclamei com eles e acabei recebendo outro”, disse. O mais curioso é que a empresa pediu de volta o equipamento enviado erroneamente, mas não foi pegar. “Acabei ficando com dois”, conta Mendes.
Para o ortopedista e traumatologista Thiago Brustolini o caso foi bem mais difícil de resolver. Ele comprou um computador no site de uma empresa, por sinal o mais caro, e recebeu um outro. “Comprei um Macbook Pro, da Apple, e me enviaram o modelo de entrada (mais barato). Só consegui descobrir após abrir e usar o mesmo, pois na caixa todas as especificações eram do modelo top”, disse Brustolini. Depois de algumas ligações sem êxito, ele devolveu o produto e solicitou o dinheiro de volta, mas não conseguiu. “Precisei entrar na justiça e somente com essa ação consegui o ressarcimento. Mesmo assim, depois de seis meses”, contou.
Mas não é apenas o consumidor que pode ser vítima de calotes. Segundo o especialista mineiro em soluções e negócios virtuais da Web Consult, Leonardo Bortoletto, as empresas também sofrem com o golpe. “O calote, nesse caso, é caracterizado quando uma pessoa entra no site e coloca os dados de outra, mas com seu endereço. O produto é enviado ao golpista mas a pessoa em nome da qual foi feita a compra, quando pega a fatura e vê que não pediu nada pela internet, cancela o pagamento”, afirma Bortoletto.
Para evitar prejuízos, as empresas podem tomar algumas medidas. “O comerciante tem de investir em um projeto de segurança confiável e sempre manter seu banco de dados atualizados”, recomenda o especialista. Com as atualizações em dia, podem ser conferidos os dados como do cartão de crédito e identificação. Evita-se, assim, o envio do produto para a pessoa errada.
O comprador também tem de tomar alguns cuidados. Um deles é prestar atenção no cadeado de protocolo de segurança que fica na parte inferior da tela das páginas de internet. Quando ele aparece, significa que o site ou a empresa investe em segurança. “Outra medida simples e que pode ajudar bastante, é fazer uma pesquisa em sites de busca para saber o que as pessoas que já fizeram compras por meio das empresas de e-commerce acharam do serviço”, explica Bortoletto.
“Vítimas de calotes devem entrar em contato com a gente ou com a polícia, para que possamos investigar o caso”, alerta o coordenador do centro de apoio operacional criminal da Promotoria de Combate aos Crimes na Internet, Joaquim Miranda. Ele lembra que foram denúncias de consumidores que levaram à prisão de um casal em Patos de Minas, sob acusação de crime de estelionato cometido pelo site www.compranet.com.br, que vende produtos eletrônicos. A promotoria recebeu queixas de consumidores que compraram e nunca receberam a mercadoria. “As pessoas tem de tomar cuidado com as compras on-line e sempre pesquisar se o site é confiável”, adianta Miranda. Para entrar em contato com a promotoria basta mandar um email para crimedigital@mp.mg.gov.br .
CONSUMIDOR
Conferir o CNPJ da empresa no site da Receita Federal;
Procurar em algum buscador (Google, por exemplo) pelo nome da loja, buscando referências de outros clientes;
De preferência, fazer compras em sites de lojas já conhecidas e que tenham comentários positivos na internet;
Verificar se os telefones de contato divulgados no site realmente existem;
Conhecer as políticas de entrega e de privacidade da empresa;
Verificar se o site possui certificação digital;
Não comprar produtos através de spam, por e-mail;
Manter o antivírus atualizado e realizar verificações frequentes de vírus e programas maléficos;
Manter seu navegador sempre atualizado;
Fazer compras de preferência em seu computador pessoal;
Após realizar sua compra, fazer logout no site;
Arquivar ou imprimir o pedido feito, a confirmação da loja e eventual e-mail que a loja enviar confirmando a encomenda.

sábado, 13 de março de 2010

Cresce o acesso a banda larga móvel no Brasil

O acesso à internet por meio de banda larga móvel no Brasil cresceu 227% em 2009, em relação ao ano anterior. No ano passado houve 7,0 mihões de acessos à internet por meio de conexões desse tipo, em comparação com 2,1 milhões em 2008.
Os números são de um estudo realizado pela Huawei, empresa especializada em infra-estrutura de telecomunicações, em parceria com a consultoria Teleco. A pesquisa combinou informações da Anatel e das operadoras de telecomunicações, entre outros dados.
A Huawei considera como banda larga qualquer tipo de conexão móvel com velocidade acima de 256 Kbps. As conexões de banda larga móvel englobam celulares, smartphones e também notebooks e netbooks equipados com modems 3G.
Líder na América Latina
Além de mostrar o crescimento da banda larga móvel no ano passado, o estudo aponta que o Brasil é o líder desse segmento na América Latina. O país teve, no ano passado, uma média de 3,6 acessos para cada 100 habitantes. Na Argentina, segunda colocada, a média foi de 2,1 acessos.
Entre as razões para o aumento da popularidade da banda larga, segundo o estudo, está o crescimento do mercado de smartphones. Enquanto o mercado mundial de celulares convencionais encolheu 5,2% entre 2008 e 2009, o de smartphones cresceu 15,1%, aponta o levantamento.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Las Vegas mostra aparelho que converte web para sinal telefônico de celular

Um pequeno aparelho que transforma a conexão com a internet em sinal telefônico chamou a atenção em Las Vegas, no Consumers Electronics Show (CES), o grande encontro anual de tecnologia realizado nesta cidade de Nevada (EUA).
O aparelho chama-se MagicJack ("conexão mágica"), e é da pequena empresa americana YMAX. Para funcionar, só precisa de um computador ligado e conectado à internet.
O MagicJack transforma a conexão de banda larga em sinal de telefonia celular 2G em uma área de 280 metros quadrados, e permite fazer ligações sem gastar minutos do serviço de internet. O usuário precisa apenas pagar uma assinatura anual de US$ 20 ao fabricante.
Mas o problema, segundo Simon Saunders, presidente do Femto Forum, integrado por fabricantes de equipamentos e operadoras de telefonia, é que a YMAX recorre para tais conexões a frequências que não está autorizada a acessar.
Kari Hernández, porta-voz da Ymax, rebateu as críticas e disse que, segundo Dan Borislow, fundador e inventor do MagicJack, a tecnologia não utilizará frequências de propriedade de outros e que, tecnicamente, as operadoras não seriam donas das frequências dentro de uma propriedade.
O MagicJack já está no mercado como aparelho mais simples, que permite ligações comuns com uma conexão à internet. A venda do novo modelo acontecerá nos próximos meses, com o preço de US$ 40.

Fonte: FOLHA

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Lentidão põe em xeque a web móvel

Os mais de 2,2 milhões de brasileiros que usam modens 3G para acessar a internet passam hoje por uma encruzilhada tecnológica. Aquilo que era a promessa de internet em qualquer lugar e mobilidade completa tem deixado muitos consumidores desapontados, principalmente aqueles que viam na conexão pela rede de celular uma alternativa às restritas opções de serviços de banda larga fixa.
A insatisfação com as velocidades e com a qualidade dos serviços mostra que a demanda por internet móvel está evoluindo muito além do que a tecnologia e a infraestrutura de telecomunicações consegue acompanhar. Com as vendas de notebooks em alta (em 2008 foram vendidas 3,2 milhões de unidades), as pessoas passaram a querer usar internet 3G da mesma forma que usam banda larga fixa. E simplesmente não dá.
É por isso que a velocidade de conexão foi o pior atributo dos modens 3G em uma avaliação entre mais de 600 clientes pesquisados para um estudo sobre a internet móvel no Brasil, da consultoria YankeeGroup.
O advogado Alexandre Corrêa, de Osasco (SP), é um dos que se frustraram. Usuário há quase quatro meses, quando comprou um netbook e cancelou o plano de banda larga de casa, ele diz que a velocidade ficou em um nível adequado apenas no primeiro mês. “Só não me arrependi por completo porque o benefício de levar o notebook e acessar a internet em outros lugares ainda compensa.”
A situação dele é parecida à de outra cliente procurada pelo Link. Marta de Souza, de Guarulhos (SP), chegou a trocar de operadora para ver se a lentidão mudava, mas não teve sucesso. “Não vejo filmes, não baixo jogos, não faço download de nada; uso para ler e-mail, notícia e só; e não funciona. Tenho medo de trocar (de empresa) de novo e encontrar outro serviço que não dê conta”, afirma.
Analistas e especialistas em telecomunicações, porém, estão mais otimistas do que os usuários. De acordo com eles, as dificuldades são causadas porque houve um crescimento muito além do esperado e as redes das operadoras não estavam preparadas. Em um ano de crise, as empresas ainda não puderam investir tanto para acompanhar a expansão. Outra questão é a própria tecnologia de transmissão de dados pelas redes de celular, que tem problemas de todos os tipos: está sujeita à interferência e não comporta uma grande quantidade de tráfego de informação, como nas redes fixas, já consolidadas.
"O 3G não está propondo uma mobilidade estática (como no Wi-Fi). É uma mobilidade para trocar pacotes de dados mesmo em um carro. É uma rede complexa e a probabilidade de ter alguma interferência é muito grande”, explica Hélio Salles, diretor de mercado de telecomunicações do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).
O problema é exatamente esse. Assistir a vídeos, baixar arquivos com centenas de megabytes, fazer ligação de voz já são hábitos comuns (e pesados). Como não é possível garantir nem uma velocidade de 1 megabit por segundo, nos casos mais otimistas, a impressão que o 3G passa é a de uma tecnologia nova que não dá conta do que as pessoas precisam.
"Até pela forma que foi divulgado, o modem 3G gerou uma expectativa alta no consumidor, que esperava uma banda larga como a de casa, e a conexão não suporta”, diz Vinicius Caetano, analista do IDC. E Júlio Püschel, do YankeeGroup, conclui: “Entendo o lado das operadoras, mas elas têm de se preparar para não deixar uma percepção ruim do serviço”.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pontos de acesso da Cisco podem expor redes a ataques

A AirMagnet, empresa norte-americana que desenvolve soluções de segurança para redes sem fio, descobriu que pontos de acesso da Cisco, aparelhos que propagam o sinal da rede, podem permitir que um hacker direcione tráfego para fora de uma organização, podendo dar a pessoas não autorizadas o acesso para toda a rede corporativa.
O porta-voz da Cisco, Ed Tan, disse que a empresa foi alertada pela AirMagnet e que está investigando o problema. “Não vamos nos pronunciar sobre a vulnerabilidade até que as investigações sejam finalizadas e que tenhamos uma medida corretiva que atenda todos os nossos consumidores”.
Na raiz do problema, está a ação de adicionar novos pontos de acesso na rede. Alguns equipamentos da Cisco, quando incluídos na infraestrutura, entram em contato com os equipamentos já existentes automaticamente, mas não escondem os endereços IP e MAC (Media Access Control). Captar essa informação pelo ar é simples e pode ser feito por ferramentas gratuitas que existem na internet.
Com base nessa informação, uma pessoa poderia atacar o servidor com uma negação de serviço e tornar indisponível uma seção inteira da rede. Nesse caso, o atacante deveria estar no local da rede para conseguir fazer essa tarefa.
O maior potencial de risco é que o hacker consiga conectar o ponto de acesso a outro equipamento fora da empresa, ganhando acesso a toda a rede corporativa. “Seria quase como criar uma porta dos fundos apenas usando um aparelho barato de ponto de acesso”, afirma o diretor de produto da AirMagnet, Wade Williamson.
A vulnerabilidade afeta todos os pontos de acesso de menor porte da Cisco, ou a maioria dos aparelhos de ponto de acesso que a empresa lançou desde 2005.

Confirmado: vem aí a 'internet elétrica'

A internet e diversos outros tipos de dados, como sinal de TV por assinatura, já podem chegar à casa do consumidor brasileiro pela rede elétrica.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução que define as regras para o uso da tecnologia Power Line Communications (PLC), que era o último documento que faltava para que a internet transmitida pela rede de distribuição de energia se tornasse viável. O regulamento determina as condições para o uso da infraestrutura das empresas distribuidoras de energia elétrica para implantação do sistema que permite a transmissão de dados por meio da rede já existente. A Cemig é uma das operadoras mais adiantadas no processo, uma vez que já conta com a Infovias, subsidiária com capacidade para oferecer esse serviço. Testes estão em curso. No entanto, ainda existem alguns entraves tecnológicos. Por isso, a expectativa é de que a internet pela rede elétrica para os mineiros apenas seja oferecida comercialmente a partir do ano que vem. O mesmo deve ocorrer no restante do país.

A resolução que acertou as regras para o uso da PLC delimita o uso das redes elétricas de distribuição para fins de telecomunicações, garantindo a qualidade, confiabilidade e adequada prestação dos serviços de energia elétrica, gerando incentivos econômicos ao compartilhamento do sistema e zelando pela chamada modicidade tarifária. Isso significa que, além de poder ser oferecida por um custo menor para o consumidor, por já contar com uma rede pronta para a distribuição, a internet pela rede elétrica tende a representar redução na conta de energia. Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, que esteve em BH no dia 14, a partir de agora, qualquer concessionária que domine a tecnologia e esteja pronta para oferecer o novo serviço vai poder apresentá-lo aos clientes. Mas as concessionárias de energia não vão poder explorar o serviço diretamente. Só devem oferecer a internet por meio de subsidiárias ou empresas parceiras. O uso da rede de distribuição é cobrado, parte dessa receita terá de ser revertida em benefício do consumidor e deve implicar redução das tarifas de luz. Segundo o diretor da Aneel, as empresas de telecomunicações que se interessarem em oferecer a internet via rede elétrica terão de arcar com os custos de adaptações necessárias.

De acordo com a Aneel, o prestador do serviço de PLC deverá seguir os padrões técnicos da distribuidora, o disposto na resolução e na regulamentação de serviços de telecomunicações e de uso de radiofrequências da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A implantação e a exploração do PLC não poderão comprometer a qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e, se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações. Embora seja utilizado o mesmo meio físico (as redes de distribuição de energia elétrica), a tecnologia permite o uso independente dos serviços e, portanto, a concessionária também vai poder usar a infraestrutura do prestador de serviço de PLC para atender às suas necessidades e interesses. Ao disponibilizar a sua rede de distribuição, a concessionária deverá dar ampla publicidade por um prazo mínimo de 60 dias para a manifestação de interessados. A escolha do prestador do serviço deverá ser divulgada em até 90 dias após o pedido.

Empresas de tecnologia temem armazenar suas informações na internet

O discurso de marketing dos fornecedores a respeito das maravilhas proporcionadas pelo cloud computing (computação em nuvem) não tem sido suficiente para estimular a adoção do modelo. Pelo menos é o que mostra um estudo realizado pela CIO nos Estados Unidos, o qual aponta que os decisores da área de tecnologia das organizações estão mais preocupados em entender os benefícios e os problemas de segurança ligados a esse tipo de modelo do que estavam há um ano.

O levantamento, realizado com 240 decisores de tecnlogia da informação ao longo do mês de junho de 2009, mostra que as dúvidas dos executivos em relação às questões de segurança, gestão de dados, retorno sobre investimento e legislação cresceram em comparação com a mesma pesquisa feita em agosto de 2008.

No atual estudo, 51% dos entrevistados disseram que estão preocupados com os problemas de segurança que podem ser gerados pela adoção da computação em nuvem. No levantamento realizado no último ano, esse índice era de 45%. Da mesma forma, a questão de perder o controle sobre os dados foi citada como um ponto negativo para 37% dos executivos que responderam à atual pesquisa, contra 26% em 2008.
Por fim, a preocupação sobre o cálculo do ROI (retorno sobre investimento) e do custo total de propriedade foi citada por 17% dos profissionais ouvidos no estudo recente – contra 11% no último ano.

Censo Demográfico 2010 será digitalizado

O Censo Demográfico 2010 do Brasil trará novos questionamentos à população, incluindo a pergunta se há computadores em casa com acesso à internet. Além disso, o próximo censo será o primeiro totalmente digitalizado.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta terça-feira (1/9), no Rio de Janeiro, que cerca de 230 mil recenseadores terão um computador portátil e GPS (Global Positioning System) para trabalhar.
Aproximadamente 58 milhões de domicílios nos 5.565 municípios do Brasil receberão a visita de um recenseador para o Censo 2010.

O presidente do instituto, Eduardo Pereira Nunes, aponta que a informatização não será útil apenas na apuração dos dados, mas também em sua disseminação.
“O IBGE vai oferecer toda a informação ao usuário, que poderá cruzar os dados que desejar, de acordo com a variável de seu interesse. Além disso, os ministérios brasileiros poderão, com estes dados, traçar novas ações nas políticas públicas”, afirma.

Alguns cidadãos poderão responder ao questionário pela internet e, para isso é necessário receber as instruções e o código de acesso fornecido pelo recenseador do IBGE.

O questionário básico terá 16 perguntas e será aplicado em todos os domicílios brasileiros. O questionário da amostra terá 81 perguntas e será respondido por parte da população.

O Censo 2010 está previsto para começar no dia 1º de agosto de 2010. Depois de encerrado, cerca de 140 mil computadores portáteis que serão utilizados na pesquisa serão transferidos para o Ministério de Educação. Os equipamentos serão distribuídos para as redes de professores das escolas municipais.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Internet chega aos 40 anos com ameaças a seu crescimento

Poucos prestavam atenção, em 2 de setembro de 1969, quando cerca de 20 pessoas se reuniram no laboratório de Kleinrock, na Universidade da Califórnia (EUA), para assistir dois computadores passando volumosos dados de teste sem sentido por meio de um cabo cinza, cujo comprimento era de mais ou menos 15 metros.

Vídeos divertidos não estavam na mente de Len Kleinrock e sua equipe da Universidade da Califórnia, quando começaram os testes daquilo que, em 40 anos, se tornaria a internet. Tampouco as redes sociais eram pensadas, ou a maioria de outros aplicativos cujo uso fácil atrai mais de um bilhão de pessoas on-line.

Em outro viés, os pesquisadores procuraram criar uma rede aberta para a troca livre de informações --uma abertura que, em última instância, estimulou a inovação que mais tarde iria criar sites como YouTube, Facebook e a própria World Wide Web.

Há ainda muito espaço para inovação atualmente --mesmo que a noção de "abertura" esteja ruindo. Embora a internet esteja disponível de forma mais ampla e rápida do que nunca, as barreiras artificiais ameaçam a continuidade do seu crescimento. Em outras palavras, uma crise de meia-idade.

Muitos fatores são culpados. Spam e ataques de piratas virtuais forçam os operadores de rede para erguer barreiras de segurança. Regimes autoritários bloqueiam o acesso a muitos sites e serviços dentro de suas fronteiras.

"Há mais liberdade ao usuário típico de internet para jogar, para se comunicar, fazer compras --mais oportunidades do que nunca", afirma Jonathan Zittrain, professor de direito e cofundador da Harvard's Berkman Center for Internet & Society. "Por outro lado, que é preocupante, existem algumas tendências de longo prazo que estão fazendo com que seja muito mais possível o controle [da informação]".



Retrospecto

A década de 1970 trouxe comunicações por e-mail e os protocolos TCP/IP --inovações que permitiram a conexão de várias redes e que, por sua vez, formaram a internet. Os anos 1980 deram origem a um sistema de endereçamento com sufixos como ".com" e ".org", aos endereços de rede, cujo uso é amplamente difundido atualmente.

A internet não se tornou uma palavra corriqueira até os anos 1990. Porém, depois que um físico britânico Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web (subconjunto da internet que facilita a ligação de recursos por meio de posições diferentes). Enquanto isso, prestadores de serviços como o America Online colocaram milhões de pessoas conectadas, pela primeira vez.

A obscuridade ajudou com que a internet florescesse livre de restrições regulamentares e comerciais, que podem desestimular ou mesmo proibir experimentação.
"Durante a maior parte da história da internet, ninguém tinha ouvido falar dela", disse Zittrain. "Isso deu tempo para que ela se provasse funcional e criasse raízes."

Até mesmo o fluxo livre de pornografia levou a inovações na rede, como os pagamentos de cartão de crédito, o vídeo on-line e outras tecnologias, hoje bastante difundidas no uso geral.
"Ao permitir o acesso ilimitado, mil flores florescem", diz Kleinrock, o inventor da rede em 1969, que é professor da Universidade da Califórnia desde 1963. "Uma coisa que você pode prever sobre a internet é que você vai se surpreender com aplicativos que não esperava."

Esse idealismo, entretanto, está se dissolvendo.

A disputa entre Google e Apple mostra algumas dessas barreiras. A Apple, com seu iPhone, restringe os softwares que podem ser colocados no smartphone. Recentemente, a empresa de Steve Jobs bloqueou o aplicativo para o Google Voice, dizendo que ele é muito pesado para o iPhone. Céticos, contudo, sugerem que se trata de um movimento do Google para competir no serviço de celulares inteligentes.

Entre desktops, o governo dos EUA trabalha com o conceito de "neutralidade na internet". Na prática, significa que um provedor de serviços pode não trafegar certas formas de dados como outros.

Mesmo que os prestadores de serviços não interfiram ativamente com o tráfego, podem desencorajar o uso dos consumidores irrestrito da internet com limites no uso de dados mensais. Alguns provedores de acesso estão testando limites drasticamente mais baixos ---que poderiam significar um custo adicional para assistir a um filme on-line de qualidade.

"Você está menos propenso a experimentar as coisas", diz Vint Cerf, um dos fundadores da Internet. "Porque ninguém quer uma fatura surpreendente no final do mês."

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Portugal terá 1ª conexão de 1 Gigabit por segundo da Europa

A operadora Zon anunciou que Portugal será o primeiro país na Europa com internet de 200 Mbps e 1 Gbps. Assim que os testes forem concluídos, os portugueses terão as duas novas velocidades de acesso à rede disponíveis nas residências. O lançamento está previsto para setembro, segundo a versão online do diário Jornal de Negócios.
A empresa divulgou um comunicado em que afirma que os novos produtos colocam Portugal na lista de países mais avançados do mundo em termos de acesso à internet. Até a chegada do lançamento ao mercado, a Cabovisão é a empresa que oferece a maior velocidade, de 120 Mbps.
As novas velocidades serão comercializadas sob a marca Zon Fibra, em zonas pré-selecionadas ainda não divulgadas pela operadora.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Opera estreia serviço de compartilhamento


Opera estreia serviço de compartilhamento


A Opera Software apresentou uma nova ferramenta grátis que permite o compartilhamento de conteúdo entre quaisquer internautas.

A novidade, que segundo a companhia "reinventará a web", é parte do navegador Opera. Por meio do novo serviço ferramenta, é possível tranferir imagens, arquivos ou música diretamente de um computador pessoal para outro, sem a necessidade de servidores de armazenamento intermediários.

Tecnologias semelhantes estão disponíveis para internautas experientes, mas exigem o download de um software separado, são pagas ou demoram para carregar o conteúdo.

"Acreditamos que isso é a revolução da internet. Esta é um tecnologia que expande as fronteiras dos serviços online e vai evoluir nos próximos cinco anos", declarou Phillip Gronvold, analista de produto da Opera.

"Esperamos que esse serviço nos ajude a ampliar nossa base de usuários a partir de desktops", Gronvold acrescentou.

Fonte: Info Online